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| HPV e o Laser em Otorrinolaringologia O laser de CO2 é o mais utilizado em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço pois, alem de suas propriedades físicas, sua versatilidade permite o seu uso através de peças manuais e do microscópio operatório. Outros tipos de laser também tem seu uso nas vias aéreas e digestivas superiores VADS), como o YAG, o KTP, o Diodo, o Hólmio e outros, porém, com especificidade para determinadas áreas e/ou patologias. 1. VANTAGENS DO LASER 1.1. - Sua alta precisão, podendo ser aplicado em pontos específicos, minimizando o dano tecidual adjacente. 2. INDICAÇÕES: 2.1. LASER NA CAVIDADE ORAL E FARINGE1-Tumores benignos 2. Tumores malígnos 3. Tonsilites 3.1. Tonsilites crônicas crípticas 3.2. Tonsilites linguais 4.Glossectomias 5. Uvulopalatofaringoplastia Dentro da SAHOS, o laser de CO2 é bastante utilizado no tratamento do RONCO PRIMÁRIO e da SAHOS leve para a realização de úvulopalatofaringoplastia conhecida como LAUP (Laser-Assisted Uvulo-Palatoplasty). Introduzida por Kamami na França em 1990, consiste na vaporização do palato mole com Swiflaser, 15 a 20 W, sob anestesia local, através da confecção de duas incisões transfixantes paramedianas de ambos os lados da úvula, de 1,5 a 2 cm, de altura e do encurtamento da úvula. O objetivo é remodelar o palato mole, diminuir sua capacidade vibrátil e ampliar a via aérea. Era inicialmente realizado em várias etapas, sendo atualmente feito em uma a duas sessões. 6. Frenuloplastia. 2.2 LASER NO NARIZ E SEIOS PARANASAIS
Principalmente a redução das conchas nasais inferiores nas rinites crônicas hipertróficas representa método simples e efetivo, realizado ambulatorialmente, sob anestesia local, sem sangramento, não necessitando de tamponamento nasal. Utilizamos o laser de YAG, o de CO2 e, mais recentemente, o laser de Diodo que, atuando intersticialmente, produz uma rápida redução do parênquima das conchas nasais com um mínimo de morbidade.
Utilizando os laser de CO2 ou Diiodo, podem ser rrealizadas com anestesia local dependendo do tamanho da lesào, localizaçào e idade do paciente.
Podem ser vaporizados usando-se o laser de CO2.
A atresia coanal pode ser tratada sob microscopia utilizando-se o laser de CO2, sem necessidade de uso de moldes.
2.3.LASER EM OTOLOGIA
Nas otites médias com efusão, as miringotomias com laser de CO2 permitem um orifício de 1,5 a 2 mm que permanece aberto por mais de um mês, sem necessidade de uso de tubo de ventilação. Recentemente foi desenvolvida uma peça, tipo otoscópio (OtoLAM), que acoplada ao laser permite sua aplicação na membrana timpânica em frações de segundo.
Na cirurgia da otosclerose, o laser de co2 apresenta grande vantagem na realização da estapedotomia, por ser técnica precisa, de não contato e com perfeito controle das estruturas do ouvido médio, facilitando as operações revisionais e reduzindo a incidência de lesão do ouvido interno.
2.4.LASER NA LARINGEO uso do laser de CO2 na laringe representa um marco pioneiro na utilização do feixe de laser em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, desde que Strong e Jako publicaram em 1972 seus primeiros 14 casos demonstrando a efetividade do uso do laser de CO2 em doenças das pregas vocais (PPVV).Através destes anos, aperfeiçoamentos técnicos foram surgindo e a precisão do uso do laser na laringe foi se tornando cada vez mais clara, obedecendo a evolução histórica de um melhor conhecimento da microestrutura das PPVV e o refinamento das técnicas microcirúrgicas. O uso do microspot, reduzindo assim o diâmetro do raio laser na área de impacto associado ao superpulso, no qual a energia é aplicada em um tempo mais curto, permitem que o raio atue como um bisturi delicado, realizando incisões precisas, com menores efeitos térmicos sobre o ligamento vocal. A diminuição do sangramento permite um procedimento mais fácil e com menor edema pós-operatório. As técnicas antigas de vaporização das lesões com laser devem ser abolidas. As vantagens na utilização da moderna tecnologia do laser, principalmente no tratamento das afecções benignas das PPVV, tornam possível seguir os princípios fonomicrocirúrgicos de preservação tridimensional das PPVV (epitélio e lâmina própria) e do plano correspondente ao espaço de Reinke (camada superficial da lâmina própria). Energia térmica excessiva transmitida a estas microestruturas podem resultar em fibrose e aderência do epitélio das PPVV no ligamento vocal subjacente, criando rigidez e alteração da onda mucosa com prejuízo da qualidade vocal. Isto acontecia com as antigas gerações de lasers que utilizavam "spots" maiores que 800 micra e técnicas de vaporização de lesões benignas que hoje não mais se usam. Estes avanços no instrumental e no sistema óptico dos lasers de segunda geração, como o micromanipulador com microspot de 250 micra (Acuspot) e o uso do superpulso, vieram minimizar os efeitos térmicos, permitindo um efeito de corte satisfatório, em um campo cirúrgico limpo, com considerável redução do edema e da proliferação fibroblástica. Kleinsasser salienta: "if laser is used , it should be employed as a scissor or scalpel in dissection, and not for vaporization of the tissues". Shapshay, Ossof, Remacle e Abitbol enfatizam estes aspectos da moderna tecnologia, a qual permite o uso do laser de CO2 no tratamento de lesões benignas da laringe de maneira equivalente ao bisturi frio. A vantagem no uso do laser de CO2 em determinadas afecções da laringe é inquestionável, tais como: lesões bem vascularizadas, papilomas, granulomas, estenoses, aritenoidectomias, lesões supraglóticas, tumores malignos e outras. Zeitels seleciona a indicação do tipo de instrumento de acordo com o tamanho da lesão, a sua vascularidade, topografia e exposição endoscópica. Sugere o uso do laser de CO2 em lesões benignas maiores (entre 3 e 6 mm) como pólipos hemorrágicos, cordites polipóides (edema de Reinke), granulomas, papilomas extensos e lesões supraglóticas. Prefere os instrumentos "a frio" em lesões mais superficiais ou menores que 3 mm. na região glótica (nódulos, cistos, sulcus, queratoses, membranas congênitas). Nas lesões malignas superficiais (Ca "in situ") utiliza o bisturi e nos tumores maiores com invasão do ligamento vocal e/ou do músculo, prefere o laser de CO2. Muitas vezes a associação de ambos os instrumentos facilita o procedimento. Primordialmente, o cirurgião deve estar habilitado a usar as técnicas tradicionais de microcirurgia "a frio" e, ao mesmo tempo, familiarizado com a moderna tecnologia do laser para poder utilizá-la de modo conveniente e com reais vantagens para o paciente. LASER EM OTORRINOLARINGOLOGIALaringe Em patologias laríngeas o LASER tem várias indicações, sempre acoplado ao microscópio (Microcirurgia de laringe). Por suas características, utiliza-se o LASER de CO2, que é gerado em meio gasoso, na faixa do infravermelho e com comprimento de onda de 1063 mm². Como apresenta intensa interação com a água tecidual, remove desde pequenas lesões até grandes volumes teciduais, com grande preservação dos tecidos vizinhos. A energia produzida evapora os líquidos teciduais no sentido do feixe. A superfície fica vaporizada e os tecidos vizinhos podem sofrer desnaturação protéica. Pela vaporização é fundamental, principalmente em patologias neoplásicas (papilomas e carcinomas), que se mantenha aspiração constante para evitar que ocorra implantes neoplásicos nos tecidos vizinhos. Indicações em Microcirurgias da Laringe:
Estas lesões são preferencialmente realizadas com instrumentos a frio, podendo, no entanto, ser utilizado o LASER de CO2 com Microspots de 0,25mm ou 0,3 mm., de forma pulsátil e desfocado, pois não há necessidade de corte e sim de uma vaporização superficial.
As estenoses de laringe são muito variáveis e difícil tratamento. Alguns casos de estenoses com pequena extensão céfalo-caudal e as sinéquias podem ter uma abordagem com o uso do LASER com benefícios, onde podem ser realizadas incisões radiais ou vaporização cicatricial submucosa (“Microflaptrapdoor””).
O tratamento desta alteração, talvez seja que mais se beneficie da utilização do LASER de Co2, onde a utilização tanto de instrumentos frios quanto de bisturis elétricos trazem grandes dificuldades. A realização da Tenotomia associada à Aritenoidectomia Parcial com a utilização do LASER de CO2 torna o procedimento mais fácil, mais seguro e mais rápido, com melhores resultados definitivos.
Todos os tumores benignos podem, em geral, ser tratados de maneira convencional por microcirurgia da laringe com bons resultados. Entretanto os Papilomas isolados e a Papilomatose Infanto-Juvenil ligadas à presença do HPV têm seu tratamento facilitado com o uso do LASER de CO2. Entretanto não vantagens em relação às recorrências, pois estas ocorrem independemente da técnica utilizada. É fundamental a aplicação local de CIDOFOVIR como complementar ao tratamento, na dosagem de 0,4mg a 0,6 mg. Muitas também há a necessidade do uso do Interferon no pós-operatório e por longo período. Estes procedimentos podem retardar as recorrências.
Alguns tumores malignos, principalmente os tumores glóticos, em suas formas iniciais podem ser submetidos a tratamento por Microcirurgia de Laringe, tendo na utilização do LASER de CO2, uma grande facilidade técnica. Entretanto estes procedimentos podem, também, ser realizados com bisturi elétrico ou de radiofrequência. Baseado nos princípios oncológicos, o mais importante é proporcionar aos pacientes as melhores possibilidades de cura com a maior preservação das funções do órgão, no primeiro tratamento. |
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