HPV e Câncer do Colo Uterino

O câncer de colo uterino é a segunda neoplasia mais comum em mulheres em todo o mundo, corresponde anualmente a 15% de todos os casos de tumores femininos. No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele não melanoma e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres e trata-se de uma doença que pode ser prevenida.

A alta incidência do câncer de colo uterino propiciou estudos realizados por clínicas ginecológicas em vários países, tentando identificar um agente infeccioso que pudesse ser o responsável direto por essa neoplasia.

 Sabendo-se da gravidade do câncer do colo uterino (devido a seu comportamento silencioso, evolução agressiva e alta incidência), inúmeros estudos epidemiológicos foram realizados na década de 70 do século passado, com o objetivo de se identificar um agente etiológico. A participação viral foi ganhando importância e o herpes vírus foi um dos primeiros a ser estudado, porém rapidamente descartado, uma vez que estudos evidenciaram a associação do HPV com este tumor.

Estudos recentes comprovam que o vírus do papiloma humano (HPV)  desempenha um importante papel no desenvolvimento da displasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em mais de 95% dos casos de câncer do colo do útero. A grande arma no combate ao câncer de colo uterino continua sendo a correta orientação por parte dos serviços de saúde sobre a importância de exames preventivos anuais, como o Papanicolaou, já que estudos comprovam que a sua realização periódica reduz em 70% a mortalidade por este câncer na população de risco.

O DNA do HPV é encontrado nos casos de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) em taxas que variam de 40% a 70%, enquanto que nos casos de câncer de colo uterino as taxas são superiores  95%.

A incidência da infecção genital pelo HPV vem crescendo no mundo todo.

Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero, fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como: baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, múltiplos parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), parcos hábitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais são os principais.

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