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- O que é HPV?
Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus
da família Papillomaviridae, capazes de induzir lesões
de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e freqüentemente
regridem espontaneamente. Existem mais de setenta subtipos diferentes
de HPV.
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- Existem tipos diferentes de HPV?
Sim. Há mais de cem tipos de HPV já isolados. Alguns
estão relacionados às verrugas comuns da pele, outros
às verrugas das regiões oral, anal e genital. Dentre
os genitais existem dois grandes grupos chamados de alto risco (oncogênicos)
e de baixo risco (não oncogênicos). O primeiro grupo
está relacionado ao aparecimento de cânceres (neoplasias
malignas) e o segundo não.
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- O HPV é facilmente contraído?
Estudos
comprovam que mais de 40% dos adultos sexualmente ativos, incluindo
10 a 40% das mulheres sexualmente ativas, principalmente as mais
jovens, são infectados por um ou mais tipos de HPV. Porém,
a maioria das infecções é transitória.
Na maioria das vezes, o sistema imune consegue combater de maneira
eficiente esta infecção, alcançando a cura,
com eliminação completa do vírus, principalmente
entre as pessoas mais jovens.
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- Como o HPV é transmitido?
A
infecção por HPV é transmitida na maioria das
vezes através da relação sexual, porém
existem outras formas de contaminação, como através
do contato com superfícies contaminadas pelo vírus.
Ex: Contato com roupas, objetos, sabonete, instrumental cirúrgico
e outros.
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- Em que locais pode ser encontrado o HPV?
As
infecções clínicas mais comuns ocorrem nas
regiões genitais como vulva, ânus e pênis. Também
existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus
na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já
as infecções subclínicas são encontradas
no colo do útero. De fundamental importância é
a constatação de que o desenvolvimento de qualquer
tipo de lesão clínica ou subclínica em outras
regiões do corpo, que não genital, é bastante
raro.
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6 - Como o papilomavírus pode ser diagnosticado?
As
verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na
vulva, ou em qualquer área de pele podem ser diagnosticadas
pelos exames urológico (pênis), ginecológico
(vulva) e dermatológico (pele), enquanto o diagnóstico
subclínico das lesões precursoras do câncer
do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus,
pode ser realizado pelo exame citopatológico (exame preventivo
de Papanicolaou). A confirmação do diagnóstico
pode ser feita por exames laboratoriais de diagnóstico molecular
como o teste de captura híbrida.
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7 - Como as pessoas podem se prevenir do
HPV?
O
uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na
relação sexual (apesar de não evitar totalmente)
e por isso é recomendado o seu uso em qualquer tipo de relação
sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.
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- É necessário que o parceiro sexual também
faça os exames preventivos?
Sim.
Os exames preventivos são sempre necessários quando
existe um parceiro, entretanto, o fato de se ter mantido relações
sexuais com um parceiro infectado pelo HPV, não significa
que obrigatoriamente ocorreu a transmissão do vírus.
9 - Todos os tipos de papilomavírus
podem se transformar em um tumor maligno?
Não.
Os tipos mais comumente associados às verrugas, na sua grande
maioria, não são os mesmos encontrados nos tumores
malignos. Daí a classificação dos HPV em tipos
de baixo e de alto risco oncogênico. Assim, os HPV de tipo
6 e 11 (baixo risco), encontrados na maioria dos condilomas genitais
e papilomas laríngeos, parecem oferecer um menor risco de
progressão para malignidade.Já os HPV de tipo 16,
18, 31, 33, 45, 58 (alto risco) e outros, têm uma probabilidade
de persistir e estar associados a lesões malignas, câncer
de colo uterino.
10 - Quais são as formas de tratamento?
Os
tratamentos existentes têm o objetivo de reduzir, remover
ou destruir as lesões proporcionadas pelo HPV. São
eles: químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade.
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