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HPV - DIAGNÓSTICO
O
método mais simples de detecção do HPV é
a observação das verrugas genitais a olho nu. Entretanto,
estima-se que apenas 1% dos pacientes com infecções
pelo HPV apresentam condilomas típicos (verrugas visíveis)
e que a grande maioria dos casos são subclínicos,
portanto, assintomático, o que muitas vezes dificulta um
diagnóstico .
O diagnóstico das infecções subclínicas
baseia-se principalmente no exame de Papanicolaou
ou citopatológico e na Genistoscopia,
que se utilizam de reagentes e lentes de aumento.
Outros métodos, como biópsia
dirigida e captura híbrida,
são utilizados na identificação da infecção,
sendo a captura híbrida realizada principalmente nos casos
de infecções recorrentes e persistentes para identificação
do DNA HPV (tabela 1), proporcionando
um melhor direcionamento na conduta a ser adotada com este paciente,
tratamento ou apenas controle.
Tabela
1 : Tipos de vírus DNA HPV conforme potencial oncogênico
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Grupos
HPV baixo risco
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Grupo
HPV alto risco
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Tipos
: 6, 11, 41, 42, 43 e 44
Estão associados às infecções
benignas do trato genital como o condiloma acuminado
ou plano e neoplasias intraepiteliais de baixo grau.
Estão presentes na maioria das infecções
clinicamente aparentes (verrugas genitais visíveis)
e podem aparecer na vulva , no colo uterino, na vagina, no
pênis, no escroto, na uretra e no ânus.
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Tipos
:16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51,52, 56, 58 e 66, preferencialmente
os tipos 16 e18.
Possuem uma alta correlação com as neoplasias
intraepiteliais de alto grau e carcinomas do colo uterino,
da vulva, do ânus e do pênis (raro).
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CITOLOGIA
(Exame de Papanicolaou)
O
diagnóstico citológico da infecção pelo
HPV, caracteriza-se pela presença de alterações
de forma das células em todos os níveis e variados
graus e, através da avaliação destas alterações,
o patologista irá identificar a infecção ou
a suspeita de células de câncer.
GENITOSCOPIA
Genitoscopia
é realizada com o auxílio do colposcópio, aparelho
utilizado para aumentar a visibilidade dos tecidos que serão
previamente coloridos com reagentes específicos, entre eles,
o ácido acético, solução de lugol e
azul de toluidina a 1% na vulva, períneo e pênis. Dependendo
do local observado, os exames são ditos:
a) COLPOSCOPIA / VAGINOSCOPIA - Colo
do útero e vagina.
b) VULVOSCOPIA - Vulva
c) PENISCOPIA - Pênis
d) OROSCOPIA - É o exame da
cavidade oral e é fundamental, principalmente, nos casos
em que o paciente refere ao sexo oral. As lesões assemelham-se
com as encontradas na mucosa vaginal e em sua maioria estão
localizadas nas laterais da língua e gengivas.
e) ANUSCOPIA / RETOSCOPIA - É
de fundamental importância a avaliação da região
anorretal, pois a incidência pela infecção pelo
HPV é elevada em pessoas que praticam o sexo anal. Esse exame
consiste em se avaliar, através do colposcópio, anuscópio
e retoscópio, toda a região perianal, anal e retal.
BIÓPSIA DIRIGIDA
Após
a visualização das lesões através da
colposcopia, vaginoscopia, vulvoscopia, peniscopia, procede-se à
biópsia, que é a retirada de um pequeno fragmento
de tecido, com anestesia local, para estudo.
HISTOLOGIA
A
histologia é o estudo dos tecidos do corpo humano. São
realizadas biópsias, ou seja, retirada de pequenos fragmentos
dos tecidos, onde se realiza o método de coloração
deste tecido e, após sua coloração, este tecido
será observado com o auxilio do microscópio.
MICROSCOPIA ELETRÔNICA
A
microscopia eletrônica é o único método
que diagnostica o vírus diretamente, porém é
inviável a sua utilização no dia-a-dia pelo
alto custo. Além do que, sua precisão fica comprometida
nas lesões genitais com baixa quantidade de vírus.
BIOLOGIA MOLECULAR
Neste
método a identificação dos agentes infecciosos
(vírus, bactérias, fungos) é baseada na detecção
do seu material genético (DNA e RNA), onde se torna possível
não só a identificação, como também,
a quantificação dos mesmos, em um prazo de poucas
horas.
Se por um lado a microscopia eletrônica é o único
método que permite a visualização das partículas
virais diretamente, a biologia molecular, através dos diferentes
métodos, permite a confirmação e classificação
do vírus de uma maneira indireta, tanto nos casos clínicos,
como nos casos subclínicos. Esta técnica vem sendo
utilizada com mais freqüência principalmente nos casos
de lesões recidivantes e persistentes.
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